sábado, 16 de fevereiro de 2013

Depois de um sermão

Hoje levei um sermão sobre mentir, um sermão da minha querida vó, até ai tudo bem, entendo que ela esteja preocupada com meu caratér e personalidade, mas e e ela, como ela age aqui em casa, qual exemplo sempre tive? Isso me levou a fazer a postagem de hoje sobre essa hipocrisia.

A família não entende quando os jovens são meio malucos, fazem as coisas como querem e não estão nem aí para conselhos, fico indignada em como o ser humano em geral, e no caso, os pais ou responsáveis, não conseguem simplesmente olhar para si mesmo, ou para o passado. Por exemplo, pais que eram piores que os filhos na adolescência e mesmo assim criticam sair e chegar tarde. Ou quando eles sempre bebem na frente dos filhos e esperam que no mínimo eles não gostem de bebida.

No meu caso, devo dizer que minha vó tem uma política de esconder tudo das pessoas, esconder coisas que podem envergonhar a famlília, coisa da cultura japonesa. Ou seja, desde criança sou instruída a filtrar o que as pessoas devem saber, e isso é uma coisa normal e fácil para mim, não que eu seja mentirosa compulsiva, mas tenho uma facilidade. A mentira afinal é uma verdade para uma das partes, e ainda ouço sermão sobre isso.

Boa tarde, e até a próxima.

obs: estou lendo ainda o volume cinco de O mochileiro das galáxias.

6 comentários:

  1. uma coisa não justifica a outra,não é por causa dos maus exemplos que devemos ser iguais ou piores...e se a sua avó está de dando lição de moral é porque não quer que vc erre como um dia talvez ela mesma deve ter errado...as pessoas mais velhas tem mais experiencia por isso nos corrige ouça sua avó e tenha um futuro brilhante

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  2. Essa história de "faço o que eu DIGO e não o que eu FAÇO" é bobagem. Novas gerações tendem a seguir os mesmos passos dos nossos mestres (pais ou responsáveis, irmãos mais velhos, e mesmo até os professores) no modo de agir, pensar, falar, gostar... em tudo! Assim como um bebê que copia os gestos dos mais velhos. Reconhece e executa. Até mesmo os pais força nisso. Como: "fala papa" ou "fala oi". Lógico que esse conhecimento empírico ajudou bastante no decorrer dos tempos evitando tudo aquilo que nos fez mal, assim, como o cérebro que reconhece quando cometemos um deslize e nele fica "programada" de não cometer a mesma falha. Por isso que eu acho que é errando que se aprende de verdade. Se não errarmos como saberemos se é certo ou não? Entendo a preocupação, a forma que sua vó quer te corrigir mas, desculpa, vai entrar em um ouvido e sair pelo outro.

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  3. Não penso que "faço o que eu digo e não faça o que eu faço" seja uma bobagem. penso que quando um pai fala isso pra um filho é para que ele não passe pelas dificuldades que o pai/mãe tenha passado pela vida, mas isso vale pra coisas pequenas quando se faz quando se é criança. É bom passar por dificuldades para aprender e tornar-se "invulnerável" ao problema. Um pai/mãe sempre quer mostrar para o filho o caminho mais fácil para proteger o filho.
    Sermão nunca é bom de ouvir, porque sabe-se que com o sermão sobre o que você fez, junta sempre com aquelas coisas que ficaram acumuladas, vai entrar em um ouvido e sair pelo outro se a pessoa não tiver preocupada nem um pouco com o que o pai/mãe/vó pensa e não tem ainda a idéia de que agiu de forma errônea, vulgo "delinquente juvenil". Ninguém gosta de ter a "orelha puxada", mas é bom de vez em quando pra acordar para a vida.

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    1. Cuidado com os olhar dos outros, eles pode iludir, eu nunca fui a favor dessas atitudes, mas eu sempre tive em mente que faça o que você concluir que deve ser feito, qualquer meio se justifica por você, até mesmo porque as consequências vão ser passadas por você e só vocÊ, ninguém que posta aqui vai estar la para falar, " Pow foi mal, eu não queria influenciar você a fazer nada", mas sempre vão estar para dizer, " eu te avisei.

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    2. Não sei você, mas se não confiar no olhar de pais e amigos, confiaremos em quem?. Influência?! A pessoa não deve ter o mínimo de inteligência e não deve nem pensar. Acho que nem criança é influenciada por opinioes de amigos. Cada um sabe o que faz e tem consciencia do que é certo e o que é errado. Uma decisão tomada sem saber a real complexidade do que pode acontecer, pode se tornar um grande problema.

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  4. Logo, sermão pra que? Como já dito, vai entrar em um ouvido e sair pelo outro. Claro que a família é tudo, é a base. Pai DIZ o que é certo ou errado, e não impõe, entende? Tem que saber dialogar, saber falar e saber ouvir também.

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